Uma leitura rápida e reflexiva sobre o contexto da pandemia sob o ponto de vista de uma pessoa indígena. Mesmo em poucas páginas, o livro nos leva a refletir sobre o que podemos fazer para termos um mundo melhor, começando pelo lugar onde moramos. Muitas vezes tentamos fazer o melhor, mas outras pessoas se preocupam apenas com seus próprios ganhos e só querem destruir o que a terra nos oferece por fortunas que um dia acabam.
“O vírus não mata pássaros, ursos, nenhum outro ser, apenas humanos. Quem está em pânico são os povos humanos e seu mundo artificial, seu modo de funcionamento que entrou em crise.“
Este livro é uma oportunidade valiosa para ampliar nossa compreensão e empatia em relação às realidades vivenciadas pelas populações indígenas, trazendo à tona vozes e histórias que merecem ser ouvidas e compartilhadas em escala global.
“O Amanhã Não Está à Venda”, de Ailton Krenak, é um convite poderoso à reflexão sobre as relações entre humanidade e natureza no contexto contemporâneo. Neste livro, Krenak, líder indígena e ativista ambiental brasileiro, compartilha suas perspectivas sobre as crises ecológicas e sociais atuais, tecendo críticas à forma como a sociedade capitalista se relaciona com o meio ambiente.
“Tomara que não voltemos à normalidade, pois, se voltarmos, é porque não valeu nada a morte de milhares de pessoas no mundo inteiro.“
A obra destaca a importância de reconhecermos a Terra não como um recurso a ser explorado, mas como um lar a ser cuidado. Krenak argumenta que a crise ambiental é, em essência, uma crise de visão de mundo, na qual a lógica de consumo desenfreado e a busca por progresso material se sobrepõem ao bem-estar coletivo e à sustentabilidade.
Este livro é uma leitura essencial para todos aqueles que se preocupam com o futuro do planeta e buscam inspiração para um modo de vida mais harmonioso e consciente.
“Essa dor talvez ajude as pessoas a responder se somos de fato uma humanidade.“
Através de uma narrativa envolvente e repleta de sabedoria, “O Amanhã Não Está à Venda” desafia os leitores a repensarem suas próprias vidas e a urgência de agir em defesa do planeta. Krenak propõe uma mudança de paradigma, sugerindo um caminho de maior conexão com a natureza e respeito às diversas formas de vida.
Edição lida
Titulo: O amanhã não está à venda
Autor: Ailton Krenak
Edição: 1º edição (abril, 2020)
Editora: Companhia das Letras
Páginas: 24.
Gênero: Não-ficção
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Sinopse do livro pela editora
As reflexões de um de nossos maiores pensadores indígenas sobre a pandemia que parou o mundo.
Há vários séculos que os povos indígenas do Brasil enfrentam bravamente ameaças que podem levá-los à aniquilação total e, diante de condições extremamente adversas, reinventam seu cotidiano e suas comunidades. Quando a pandemia da Covid-19 obriga o mundo a reconsiderar seu estilo de vida, o pensamento de Ailton Krenak emerge com lucidez e pertinência ainda mais impactantes.
Em páginas de impressionante força e beleza, Krenak questiona a ideia de “volta à normalidade”, uma “normalidade” em que a humanidade quer se divorciar da natureza, devastar o planeta e cavar um fosso gigantesco de desigualdade entre povos e sociedades. Depois da terrível experiência pela qual o mundo está passando, será preciso trabalhar para que haja mudanças profundas e significativas no modo como vivemos.
“Tem muita gente que suspendeu projetos e atividades. As pessoas acham que basta mudar o calendário. Quem está apenas adiando compromisso, como se tudo fosse voltar ao normal, está vivendo no passado […]. Temos de parar de ser convencidos. Não sabemos se estaremos vivos amanhã. Temos de parar de vender o amanhã.”

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✨ “Entre mundos e palavras, cada página é uma nova jornada.”
Até a próxima resenha.









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