Título: Sonho Febril

Autor: George R. R. Martin

Edição lida: LeYa, 1ª edição (julho, 2015)

Páginas: 352

Gênero: Fantasia, Ficção, Terror.

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Leitura

Sonho Febril apresenta o Mississipi no auge do século XIX, com suas milhares de embarcações a vapor e seus pântanos sombrios. Apresentando Capitão Abner Marsh, que enfrentou alguns infortúnios nos meses anteriores, cujas dificuldades financeiras o levam a aceitar uma oferta inusitada de York, um aristocrata enigmático misterioso e poderoso sujeito que somente saia a noite. Após uma oferta irrecusável por parte de York, inicia-se a empreitada do Sonho Febril, o barco a vapor mais imponente e poderoso já criado os tempos pelo os dois onde inicia a jornada pelo Mississipi. Ao longo do caminho, os estranhos hábitos de Joshua levam Marsh a desconfiar sobre as intenções de seu parceiro.

“O cinza em volta daquelas pupilas parecia vivo, móvel, como um sapo no rio numa noite escura, quando as margens ficam indistintas e as luzes somem, não havendo nada no mundo a não ser seu barco e o rio e a neblina”

Com sua típica escrita vívida e detalhada, o autor pinta um contexto sombrio em sua história emocionante e sobrenatural. Indicado para todos os fãs da literatura sinistra e envolvente de Martin.

Fonte: HQ, Fevre Dream (versão inglês)

Grande parte do livro está cheio de passeios de barco a vapor, a descrição deles. O que é muito bom, e mostra a todo momento o trajeto planejado e momentos que acontece no meio da viagem.

“A noite é linda, e podemos esperar encontrar paz e nobreza em seu esplendor sombrio também. Muitos homens temem o escuro sem razão.“

Não é o conto de vampiros usual – sem vampiros brilhantes, mas realmente sem vampiros reais como conhecemos. Um pensamento, não faria sentido Martin nos dar a tarifa típica e exagerada. Algumas pessoas gostam apenas das criaturas cruéis, dementes e sem alma que começaram com a tradição e a lenda do Drácula, mas este é um olhar refrescante e não romântico e realista de outro tipo. Eu gosto de criaturas tridimensionais em vez de criações de papel plano, então Joshua York se encaixa perfeitamente, mas apenas no caso de também conseguirmos um inimigo insano e distorcido para ele enfrentar e ao lado.

“Aquele assado que você tanto gostou já foi parte de um animal vivo. Você acha que, se aquela besta pudesse falar, ele consentiria em ser comido?”

O final é triste, mas inevitável, deixando com uma sensação deprimida, mas contente. A nostalgia agridoce e o encerramento emocionante combinam com o tom do livro. Abner começa como um homem que perdeu seu mundo quando sua empresa diminuiu, viu a chance de viver novamente e como viveu, mas como todos sabemos, as coisas boas não duram para sempre.

Fontes: Informações e imagens retirada do livro e do site Amazon

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✨ “Entre mundos e palavras, cada página é uma nova jornada.”

Até a próxima resenha.

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